Ela cuida dele durante o dia. Dorme ao lado dele à noite. E há cinco anos luta pela fisioterapia de que ele precisa.
Antes de Pedrinho nascer, sua mãe, Cynthia, trabalhava. Depois, a rotina mudou por completo: ela precisou parar de trabalhar para estar ao lado do filho.
João Pedro tem microcefalia e convulsões de difícil controle. Aos 11 anos, não anda, não fala e depende da mãe para se alimentar, se movimentar e receber os cuidados de todos os dias.
Ela tentou trabalhar em casa com personalizados. Mas não conseguiu conciliar o trabalho com tudo o que o filho precisava.
Hoje, os dois vivem com a avó de Pedrinho, em Colinas do Tocantins. Segundo o relato da mãe, o BPC recebido por ele é o único recurso fixo da família.
Para essa mãe, até a hora de dormir exige atenção.
Pedrinho também tem dificuldade para engolir. Sua comida precisa ser pastosa, e cada refeição exige cuidado. Ele se engasga com facilidade, até com a própria saliva.
Os medicamentos fazem parte da rotina. As convulsões também podem acontecer durante a noite.
Por isso, sua mãe dorme ao lado dele. Em seu relato, ela conta que muitas vezes acorda com o filho convulsionando.
Cuidar de Pedrinho ocupa o dia inteiro. E continua quando a casa se apaga e chega a hora de descansar.
Depois de cinco anos de busca, veio a autorização.
Durante mais de cinco anos, essa mãe procurou a Defensoria para conseguir o tratamento completo do filho — um atendimento que, segundo ela, a família não tem condições de pagar de forma particular.
Quando deu seu relato, Pedrinho estava sem fisioterapia. Foi então que ela contou uma conquista importante: a fisioterapia especializada havia sido autorizada em Palmas.
Após tanto tempo buscando essa oportunidade, ela recebeu a orientação de levar o filho à capital para iniciar a fisioterapia.
Para a família, essa fisioterapia carrega uma esperança muito importante: que João Pedro possa desenvolver sua mobilidade e, quem sabe, dar os primeiros passos. É essa esperança que acompanha a busca da mãe pelo atendimento em Palmas.
A autorização chegou. A família ainda precisa conseguir chegar até o cuidado.
A mãe não tem carro e explica que não consegue transportar Pedrinho de moto. Ele depende dela para se movimentar e usa uma cadeira de rodas que não é adaptada às suas medidas.
Ir para outra cidade com uma criança que precisa de tantos cuidados exige planejamento, transporte adequado e condições para permanecer pelo tempo necessário.
É nessa etapa que esta campanha quer ajudar: apoiar o acesso de João Pedro à fisioterapia em Palmas, conforme as necessidades e os custos confirmados da família.
Sua contribuição pode ajudar essa mãe a enfrentar o próximo passo de uma luta que ela já vem travando há anos.